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Ortografia
Ortografia em português
Ortografia é a parte da gramática normativa que ensina a escrever corretamente as palavras de uma língua. A ortografia deriva das palavras gregas ortho (ορθο no alfabeto grego) que significa "correto" e graphos (γραφος) que significa "escrita".[1] Definindo, nomeadamente, o conjunto de símbolos (letras e sinais diacríticos), a forma como devem ser usados, a pontuação, o uso de maiúsculas, etc. É o conjunto de regras estabelecidas pela gramática normativa.[2]
Apesar de oficialmente sancionada, a ortografia não é mais do que uma tentativa de transcrever os sons de uma determinada língua em símbolos escritos. Esta transcrição costuma se dar sempre por aproximação e raramente está isenta de ambiguidades.
Um dos sistemas ortográficos mais complexos é o da língua japonesa, que usa uma combinação de várias centenas de caracteres ideográficos, o kanji, de origem chinesa, dois silabários, katakana e hiragana, e ainda o alfabeto latino (não se trata de alfabeto latino, mas sim a forma fonética de representar os silabários) , a que dão o nome romaji. Todas as palavras em japonês podem ser escritas em katakana, hiragana ou romaji. E a maioria delas também pode ser identificada por caracteres kanji. A escolha de um tipo de escrita depende de vários fatores, nomeadamente o uso mais habitual, a facilidade de leitura ou até as opções estilísticas de quem escreve.
Analisando as línguas europeias podem identificar-se duas ortografias diferentes:
Ortografia fonética
Cada som corresponde a uma letra ou grupo de letras únicos e cada letra ou grupo de letras corresponde a um único som.
Ortografia etimológica
Um mesmo som pode corresponder a diversas letras e cada letra ou grupo de letras pode corresponder a diversos sons, dependendo da história, da gramática e dos usos tradicionais.
Exceto o Alfabeto Fonético Internacional, que consegue fazer a transcrição para caracteres alfabéticos de todos os sons, não há sistemas ortográficos pura e exclusivamente fonéticos. No entanto, podemos dizer que são eminentemente fonéticas as ortografias das línguas búlgara, finlandesa, italiana, russa, turca, alemã e, até certo ponto, a da língua espanhola. No caso particular do espanhol, podemos admitir que se trata de uma ortografia fonética em relação ao espanhol padrão falado na Espanha, mas não tanto em relação aos falares latino-americanos, em especial aos da Argentina e Cuba, nos quais nem sempre se verifica que cada som corresponde a uma letra ou grupo de letras.
A ortografia atual do português é, também, mais fonética do que etimológica. No entanto, antes da Reforma Ortográfica de 1911 em Portugal, a escrita oficialmente usada era marcadamente etimológica. Escrevia-se, por exemplo, pharmacia, lyrio, orthographia, phleugma, diccionario, caravella, estylo e prompto em vez dos actuais farmácia, lírio, ortografia, fleuma, dicionário, caravela, estilo e pronto. A ortografia tradicional etimológica perdurou no Brasil até a década de 1930.
Um exemplo típico de ortografia etimológica é a escrita do inglês. Em inglês um grupo de letras (por exemplo: ough) pode ter mais de quatro sons diferentes, dependendo da palavra onde está inserido. É também a etimologia que rege a escrita da grande maioria das palavras no francês, onde um mesmo som pode ter até nove formas de escrita diferentes, caso das palavras homófonas au, aux, haut, hauts, os, aulx, oh, eau, eaux.
Regras gramaticais da língua portuguesa
As regras gramaticais contidas na gramática normativa determinam a escrita correta das palavras. O conjunto das regras que estabelecem a grafia correta das palavras e o uso de sinais de pontuação é a ortografia. Algumas dessas regras são modificadas ou abolidas pelo Acordo Ortográfico de 1990.
Acentuação
A acentuação, em sentido geral, é a ênfase dada a um elemento fonético. O estudo especial da acentuação chama-se prosódia, parte da gramática que se preocupa com a pronúncia das palavras.
Acento de intensidade
É o acento característico da língua portuguesa, capaz de diferenciar o valor semântico (significado) e morfológico (classe gramatical) da palavra. Ex.:
-
Sabiá (substantivo - ave apreciada pela beleza do canto);
-
Sabia (verbo - "saber" conjugado na 1ª e 3ª pessoas do singular no pretérito imperfeito do indicativo);
-
Sábia (adjetivo - feminino de sábio: inteligente, sensato).
Acento principal e acento secundário
Em palavras de duas ou mais sílabas, há uma que se destaca das demais, por ser dita com mais intensidade (a sílaba tônica). As outras pronunciadas com menos força, são chamadas átonas
Sílaba subtônica
Palavra de mais de três sílabas, principalmente as derivadas, possuem acento secundário, cuja sílaba chama-se subtônica.
Ex.: admirável + "mente" = admiravelmente.
Acento tônico e acento gráfico
A sílaba tônica numa palavra é aquela que, na sequência dos sons, é pronunciada mais “forte” (ou proeminente). Nas palavras, as sílabas não estão todas no mesmo nível de sons – há sempre uma sílaba mais acentuada, mais longa, mais "forte". Essa sílaba mais acentuada é chamada sílaba tônica.Mesa (acento tônico)Os acentos gráficos são utilizados para indicar, na escrita, a pronúncia correta de uma palavra. Podem ser agudo (´), circunflexo (^), e grave (`). Também podendo ser chamados de acentos diferenciais. EX: gra má tica (acento gráfico)
Palavras proparoxítonas ou esdrúxulas
São aquelas em que a antepenúltima sílaba é tônica. Acentua-se todas as palavras proparoxítonas.
Ex.: matemática, êxito, proparoxítona, ônibus, bússola.
Palavras paroxítonas ou graves
São aquelas em que a sílaba tônica é a penúltima. Acentua-se as paroxítonas terminadas em ditongo (junção de 2 vogais numa mesma sílaba), seguidas ou não de "S".
Ex.: documentário, prêmios, ofício, relógio, indústrias.
São acentuadas as terminadas em "I", "IS", "US", "L", "R", "N", "X", "PS", "Ã", "ÃS", "ÃO", "ÃOS", "OM", "ONS", "UM" e "UNS".
Ex.: biquíni, lápis, bônus, admirável, caráter, hífen, tórax, bíceps, órfã, ímãs, Estêvão, sótãos, mórmom, elétrons, fórum, álbuns.
Palavras oxítonas ou agudas
São aquelas em que a sílaba tônica é a última. Acentua-se as terminadas em "A", "AS", "E", "ES", "O", "OS", "EM" e "ENS".
Ex.: cajá, lilás, café, português, camelô, trenós, também, armazéns.
Monossílabos tônicos
Uma palavra monossilábica é aquela que possui apenas uma sílaba (eu, sol, luz, gel, gol etc.). Nos monossílabos tônicos essa sílaba é forte. São acentuadas as terminadas em "A", "AS", "E", "ES", "O" e "OS".
Ex.: já, gás, pé, três, xô, cós.
Ditongo decrescente aberto-
Ditongo é a união de duas vogais numa mesma sílaba (papéis, ação, prédio, feijão, prefeito etc.). Põe-se o acento agudo nas palavras portadoras dos ditongos decrescentes abertos "ÉI", "ÓI" e "ÉU".
Ex.: herói, véu,céu, rouxinóis, papéis, destrói.
Obs.: Conforme o Acordo Ortográfico de 1990, esse acento agudo é eliminado em palavras paroxítonas.
Ex.: heroico, ideia, plateia, jiboia (perdem o acento); herói, véu, céu, rouxinóis, papéis, destrói (mantêm o acento, porque são oxítonas ou monossílabos tônicos).
Hiato tônicos
O hiato tônico ocorre quando as duas vogais são separadas na divisão silábica (saúde, ruim, saindo, hiato, rainha etc.).
Algumas condições para esta regra:
-
O acento só se aplicará nas letras "I" e "U".
Ex.: raízes, saúde (acentua-se). riacho, coelho (não se acentua, pois o hiato ocorre com as letras "A" e "E");
-
Somente se essas letras forem a vogal tônica do hiato.
Ex.: saúva, heroína (acentua-se). gauchismo, paraibano (não se acentua, porque são vogais átonas no hiato);
-
Essas letras devem estar sozinhas na sílaba ou seguidas de "S".
Ex.: balaústre, saímos (acentua-se). saiu, raiz (não se acentua, pois estão acompanhadas de "U" e "Z" na sílaba);
-
Se o "I" e o "U" tônicos forem precedidos de vogal igual, ou acompanhados pelo dígrafo "NH", NÃO deverão ser acentuados.
Ex.: bainha (não se acentua, porque é acompanhado por "NH");
Obs.: O Acordo Ortográfico de 1990 estabelece que se acentuará o "I" e o "U" tônicos quando, mesmo precedidos de ditongo, estão
situados em finais de palavra.
Ex.: feiura, Bocaiuva (perdem o acento); Piauí (não perde o acento, pois é oxítona).
Trema
Trema é um sinal diacrítico (¨) que foi usado na variante brasileira da língua portuguesa até à entrada em vigor do Acordo Ortográfico de 1990. A sua função era registrar a pronúncia átona da letra "U" nos grupos "qüe", "qüi", "güe" e "güi". Exemplos: conseqüente, eqüino, bilíngüe, pingüim, qüinqüelíngüe, atualmente escritos simplesmente consequente, equino, bilíngue, pinguim, quinquelíngue. Convém notar que as alterações na escrita não têm nenhum reflexo na pronúncia, que permanece inalterada.
Segundo o Acordo Ortográfico de 1990, o trema é mantido apenas em palavras estrangeiras e suas derivadas. Exemplos: Böblingen, Citroën, heroïne, Wöhler, Nürburgring, vergüenza, Müller, mülleriano, Tiësto.
Regras ortográficas
K, W e Y
As letras K, W e Y não pertenciam ao nosso alfabeto, mas foram incorporadas pelo Acordo Ortográfico de 1990. Elas são empregadas nas seguintes situações:
-
Em palavras estrangeiras na sua forma original.
Ex.: Franklin, show, hobby etc. -
Em nomes próprios estrangeiros e seus derivados.
Ex.: Disneylândia, Walmart, Hollywood, Hovind, Darwin etc. -
Em abreviaturas e símbolos.
Ex.: km, kg, w etc.
Representação do fonema "X"
Usa-se o "X":
-
Depois do ditongo. Ex.: "CaiXa", "peiXe", "baiXo"; (Exceções: "Cauchu" e derivados)
-
Depois das sequências iniciais "EN" e "ME".Ex.: "ENXada", "ENXugar", "MEXer", "MEXicano";(Exceção: "mecha" de cabelo e derivados da palavra "cheio",como,enchido,encher,etc.)
-
Palavras de origem africana ou indígena. Ex.: "Xará", "Xavante", "capiXaba", etc
-
Algumas palavras de origem inglesa. Ex.: "Xampu", "Xerife", etc
-
Algumas palavras de origem árabe. Ex.: "Xá", "xiita", etc
Obs.: Nas palavras que ocorre o "CH" no radical (parte das palavras derivadas que existe na primitiva) não há modificação. Ex.: Cheio-Encher-Enchimento, chapéu-enchapelar, charco-encharcar
Usa-se o "CH" em palavras como: arrocho, bochecha, cachimbo, chope, chuchu, chuva, fachada, fantoche, flecha, mochila, pechincha e salsicha.
Representação do fonema "S"
O fonema (modo que se lê) "S" pode ser representado na escrita pelas letras "S", "C", "Ç" e "X" e pelo dígrafo "SS". Em algumas variantes do português também os dígrafos "SC", "SÇ" e "XC" correspondem ao fonema "S". Usa-se a letra "S" quando os substantivos são formados por verbos em que o infinitivo é terminado em "DER", "DIR", "TER" e "TIR".
Ex.:
-
Apreender - apreensão;
-
Expandir - expansão;
-
Inverter - inversão; e
-
Divertir - diversão.
Também no sufixo "ENSE". Ex.: Paranaense, mato-grossense, amapaense, maranhense, cearense, tocantinense etc.
Usa-se "SS" na terminação "ÍSSIMO" ou "ÍSSIMA". Ex.: "BonÍSSIMA", "belÍSSIMO", "carÍSSIMO", etc.
Usa-se o "Ç" antes das vogais "A", "O" e "U". Ex.: "AÇúcar", "caÇada", etc. Usa-se o "C" antes das vogais "E" e "I". Ex.: "PaCífico", "Centena", etc.
Representação do fonema "Z"
Esse fonema pode ser representado pela escrita das letras "Z", "S" e "X". Usa-se a letra "Z" em palavras derivadas quando já existe o "Z" no primitivo. Ex.:
desliZe - desliZar, raiZ - enraiZado, raZão - raZoável
Também é usado nos sufixos "EZ", "EZA", "IZAR" e "IZAÇÃO".Ex.:
RigidEZ, belEZA, humanIZAR, humorIZAÇÃO
A letra "S" usa-se:
-
Entre duas vogais. Ex.: meSa, caSa, peSO, aSilo, etc
-
Em palavras derivadas em que no primitivo já ocorre o "S". Ex.: AnáliSe - analiSar - Analisador, etc
-
Nos sufixos "ÊS" (no Brasil) ou "ESA" (Portugal e Brasil). Ex.: "HolandÊS", "holandESA", "burguÊS", "burguESA", etc
-
Nos sufixos "OSO" ou "OSA". Ex.: MaliciOSO", "maliciOSA", "saborOSO", "saborOSA", etc
-
No sufixo "ISA". Ex.: "PoetISA", "sacerdotISA", etc
-
Depois dos ditongos. Ex.: "coiSa", "cauSa", "maiSena", etc
Usa-se o "X" nas palavras "exagero", "exame", "exasperar", "exausto", "exemplo", "existir", "inexistir", etc.
Representação do fonema "GÊ" e "J"
Pode ser representado pelas letras "G" e "J".
Usa-se o "G":
-
Nos substantivos terminados em "AGEM", "IGEM" e "UGEM". Ex.: Barragem, viagem, ferrugem, etc.
-
Nas palavras terminadas em "ÁGIO", "ÉGIO", "ÍGIO", "ÓGIO" e "ÚGIO". Ex.: Estágio, colégio, prestígio, relógio, refúgio" e etc.
Usa-se "J":
-
Nas formas dos verbos terminados em "JAR" no infinitivo e derivados. Ex.: Despejar-despejo-despeje
-
Nas palavras derivadas de outras que já apresentam "J" no radical. Ex.: Laranja-laranjeira
-
Nas palavras de origem indígena ou africana. Ex.: Acarajé, pajé, jiboia
Morfologia _______________________________________________________________________________________________________________________________
A morfologia trata de um modo geral do estudo da estrutura e formação das palavras. [1] [2] [3] Ao estudar morfologia, estudamos a formação de palavras através de elementos morfológicos (ou mórficos) [4] , que são as unidades que formam uma palavra. Alguns elementos morfológicos são: radical, tema, vogal temática, vogal ou consoante de ligação, afixo, desinência (nominal ou verbal).
Em linguística, no nível de análise morfológica encontramos duas unidades formais: a palavra e o morfema. Uma das questões centrais no estudo da morfologia é decidir se a abordagem será pela perspectiva do morfema ou se a partir da palavra, da formação e da classificação das palavras. A peculiaridade da morfologia é estudar as palavras olhando para elas isoladamente e não dentro da sua participação na frase ou período. A Gramática tradicional fez opção clara pela abordagem a partir da perspectiva da palavra, tanto que a morfologia tradicional é centrada no estudo das classes de palavras. Alguns linguistas sugerem que a abordagem a partir dos morfemas é mais sensata, vistas as dificuldades da percepção da morfologia em algumas palavras. Apesar de em algumas situações serem mais perceptíveis.
Na morfologia, há classes de palavras variáveis (substantivos, adjetivos, verbos, pronomes, numerais e artigos) e invariáveis (advérbios, conjunções, interjeições e preposições). estrutura e formação das palavras. [1] [2] [3] Ao estudar morfologia, estudamos a formação de palavras através de elementos morfológicos (ou mórficos), que são as unidades que formam uma palavra. Alguns elementos morfológicos são: radical, tema, vogal temática, vogal ou consoante de ligação, afixo, desinência (nominal ou verbal).
Em linguística, no nível de análise morfológica encontramos duas unidades formais: a palavra e o morfema. Uma das questões centrais no estudo da morfologia é decidir se a abordagem será pela perspectiva do morfema ou se a partir da palavra, da formação e da classificação das palavras. A peculiaridade da morfologia é estudar as palavras olhando para elas isoladamente e não dentro da sua participação na frase ou período. A Gramática tradicional fez opção clara pela abordagem a partir da perspectiva da palavra, tanto que a morfologia tradicional é centrada no estudo das classes de palavras. Alguns linguistas sugerem que a abordagem a partir dos morfemas é mais sensata, vistas as dificuldades da percepção da morfologia em algumas palavras. Apesar de em algumas situações serem mais perceptíveis.
Na morfologia, há classes de palavras variáveis (substantivos, adjetivos, verbos, pronomes, numerais e artigos) e invariáveis (advérbios, conjunções, interjeições e preposições).
Formação das palavras
Na morfologia existem vários tipos de formação, entre estes processos temos a formação por derivação; por composição, onde palavras são formadas por aglutinação ou justaposição; por redução ou abreviação; por empréstimos lexicais; na criação de neologismos. [5]
Tabela ortográfica




