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Redação e composição em português
Redação
Redação (AO 1945: redacção) é o processo de redigir (escrever) um texto[1]. É uma atividade presente na cultura civilizada desde a invenção da escrita, e atualmente considerada um campo profissional e artístico na literatura, na produção de roteiros, na elaboração de relatórios e documentos, na publicidade e no jornalismo, entre diversas outras áreas[2]. Por extensão, redação também é o termo usado no jargão jornalístico brasileiro para o ambiente de trabalho dos jornalistas de um veículo (jornal, revista, rádio e televisão).
Redação jornalística
Em Jornalismo, redação significa a etapa de construção da notícia na qual o texto final é escrito a partir dos dados obtidos na apuraçãoou reportagem. O profissional especializado neste processo é chamado de Redator e o produto de seu trabalho geralmente são matérias.
A redação jornalística começa a partir do clímax, da informação mais relevante na narrativa. As primeiras palavras do texto de uma matéria (primeira frase e, às vezes, segunda frase) contêm os dados principais (o fato, os personagens, o local, o dia e o horário, as causas) e são chamadas de lide ou lead, termo em inglês que significa, ou "o que vai na frente". O lide-sumário é o primeiro parágrafo de uma reportagem e deve resumir a notícia.
O conjunto de procedimentos técnicos utilizados para a redação jornalística é chamado de técnica de redação.
Concretamente, o que se chama de uma redação no jargão é um ambiente de trabalho. É o local onde trabalham jornalistas, repórteres, editores, produtores e outros profissionais relacionados à edição de notícias para publicações em jornais e revistas ou transmissão em televisão ou rádio.
Em redações televisivas, é comum encontrar uma ou mais bancadas de onde são apresentados os telejornais. Quando é o caso, quase sempre a redação é exibida ao fundo dos apresentadores, compondo o cenário do telejornal. Porém, isto não é uma regra. Entre os telejornais brasileiros que têm a redação ao fundo, podemos destacar o Jornal Nacional, Jornal da Band e o Jornal da Record, noticiários principais de três das maiores emissoras de televisão do Brasil.
Redação publicitária
Em Publicidade e Propaganda, redação significa, na sua definição mais restrita, a elaboração criativa de peças publicitárias, a partir de apelo textual persuasivo. É comum nas agências de propaganda o modelo de criação publicitária chamado duplas de criação (Redator e Diretor de Arte). A cargo do primeiro fica a criação de chamadas ou títulos e textos; complementos de peças impressas, imagens, roteiros para rádio, televisão ou cinema. A cargo do segundo, fica a melhor apresentação do roteiro criado, utilizando todos os mecanismos que nos fazem "sentir", "absorver", degustar a redação. A função do Redator e do Diretor de Arte, é mais ampla como profissionais criativos, elaboram peças publicitárias completas em sua diversas aplicações: anúncios, textos, spots de rádio e jingles, filmes, peças para internet, ações de marketing entre muitas outras.
Redação colegial
No ensino colegial e nos vestibulares (exames de ingresso universitário) do Brasil, o termo redação é aplicado a ensaios dissertativos, geralmente argumentativo, curtos (no máximo uma página) exigidos para avaliação da habilidade verbal escrita dos estudantes. Redações são muito comuns nas aulas de Português e Literatura.
No currículo escolar, existem três modos básicos de redação: descrever, narrar, dissertar.
A descrição é uma caracterização: o redator apresenta características de alguma coisa: de uma pessoa, de um objeto, de uma paisagem, de um bicho, de uma planta, de um ser imaginário etc. - características percebidas que, com o texto, levam o leitor a perceber. A redação descritiva trabalha com a capacidade de percepção humana, enquanto sujeitos ao contato sensível com o mundo.
A descrição deve, pois, ir além do simples retrato: deve transmitir ao leitor uma visão pessoal ou uma interpretação do autor acerca daquilo que descreve, de modo a, por meio dos sentidos, nos transmitir uma imagem singular, original e criativa. Mesmo que, salvo a técnica ou científica, toda descrição revela, em maior ou menor grau, a impressão do autor sobre aquilo que descreve.
Tradicionalmente, as descrições são classificadas pelo assunto que abordam. Nessa classificação, dois tipos se destacam: a descrição geográfica e o retrato. A descrição geográfica trata da aparência das coisas não humanas tal qual se dão à percepção. O retrato trata das aparências do ser humano, enquanto indivíduo ou tipo, tanto físicas como de caráter e ideologia.
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Descrição objetiva: quando o objeto, o ser, a cena, a passagem são apresentadas como realmente são, concretamente.
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Descrição subjetiva: quando há maior participação da emoção, ou seja, quando o objeto, o ser, a cena, a paisagem são transfigurados pela emoção de quem escreve.
Enquanto na descrição predominam os substantivos e adjetivos, a narração enfatiza o verbo, pois sua função é contar, relatar um fato ocorrido, presente ou por acontecer. A narrativa é uma descrição abstrata e complexa que substitui o objeto estático pela dinâmica do acontecimento. Na narrativa, o objeto deixa de ser concreto e único para se transformar na relação factual entre sujeito e predicado.
A dissertação por sua vez, atinge uma complexidade lógica ainda maior, pois seu foco abandona o mundo concreto para se concentrar no plano dos significados. Nesse peculiar, a dissertação expressa uma opinião, um ponto de vista, também chamado tese, um julgamento sobre o objeto descrito ou sobre o fato narrado. Não se passa a dissertação no mundo extenso, mas no foro íntimo do sujeito, a dissertação interpreta a realidade. A dissertação é o modelo de redação mais cobrado em provas de vestibulares no Brasil, sendo referenciada como redação dissertativa (ou texto dissertativo). A saber, os tipos mais comuns de dissertação escolar são:
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Texto Dissertativo-Expositivo
Esse tipo textual apresenta um saber já construído e legitimado, ou um saber teórico. Com isso, apenas se expõem informações sobre assuntos, informa-se, reflete-se, explica-se e avalia-se uma ideia de modo objetivo. Nessas circunstâncias, o texto expositivo apenas exibe pensamentos, juízos ou teses sobre um determinado assunto, uma vez que sua principal intenção é informar, esclarecer. Ex.: aula, resumo, textos científicos, enciclopédia, textos expositivos de revistas e jornais, etc.[3]
Exemplo:
Émile Durkheim considera o suicídio como fato social, quando esse ocorre em conjunto, em uma determinada sociedade e em um certo período. Em sua obra intitulada "O Suicídio", o filósofo conceitua três tipos desse ato: o egoísta, o anômico e o altruísta. Nessas ocorrências, a sociedade exerce uma importante influência na vida de um indivíduo, pois Durkheim considera que a causa do suicídio estaria na ausência de atos da sociedade sobre os diferentes indivíduos.
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Texto Dissertativo-Argumentativo
Um texto dissertativo-argumentativo faz a defesa de ideias ou de um ponto de vista do autor. O texto, além de explicar, também busca convencer o leitor, objetivando induzi-lo a algo. Essa modalidade textual caracteriza-se pela progressão lógica de ideias e, geralmente, utiliza linguagem denotativa. É tipo predominante em: sermão, ensaio, monografia, dissertação, tese, manifesto, crítica, editorial de jornais e revistas.[3]
Exemplo:
Em análise ao tema proposto, a “Educação Bancária”, termo utilizado por Paulo Freire para tipificar e denegrir o ensino alienador contemporâneo, é um sistema exaurido, demorado e pérfido que causa um desincentivo aos alunos, de maneira a prejudicar, sobretudo, a sociedade, já que essa metodologia inadmissível fomenta a manutenção da estratificação das classes sociais. No que concerne a esse contexto, é preciso sobrelevar a obra “Educação para quem?”, de Adorno e Horkheimer, uma vez que essa literatura é fundamental para a compreensão dos resultados ruins de um ensino alienador cujo objetivo é formar indivíduos passivos e acríticos. Em síntese, é nítido que a escolarização é um meio relevante para a formação de uma população ativa e crítica, minimizando a incidência de sensos comuns e, por conseguinte, de inconscientes coletivos que podem ocasionar flagelos, como a intolerância.
COMPONENTES ESTRUTURAIS DE UMA DISSERTAÇÃO-ARGUMENTATIVA COLEGIAL
Essa modalidade de texto pode se estruturar em 4 ou 5 parágrafos, distribuídos de acordo com a forma aristotélica clássica: introdução (1 parágrafo), desenvolvimento (2 ou 3 parágrafos) e conclusão (1 parágrafo), atentando para que a sequência argumentativa esteja notoriamente marcada nos parágrafos de desenvolvimento, como disposto abaixo:
Introdução/Proposição: apresenta-se tema e tese;
Desenvolvimento: argumentação em defesa de um ponto de vista já exposto;
Conclusão: fechamento do texto por meio da reafirmação da tese, do resumo das opiniões, dos objetivos a serem alcançados, da lógica a que se chega ou possível solução.
Como visto na estruturação acima, o texto dissertativo é fragmentado em unidades menores que mantêm estreita relação entre si, ou seja, embora haja um fracionamento da redação, os componentes desta, quando lidos sinergicamente, se encaixarão como peças de um quebra-cabeça, o que configura progressão, encadeamento e unidade da ideia-base extraída do tema.[3]
A Redação no Exame Nacional do Ensino Médio
Conforme (BRASIL, 2005), o Exame Nacional do Ensino Médio - ENEM, criado em 1998 pelo Ministério da Educação - MEC, tem como objetivo avaliar a capacidade de o aluno, ao fim de sua formação básica, desenvolver competências e habilidades diante de situações-problema distribuídas em quatro áreas do saber – Linguagens, Matemática, Natureza e Humanas – e a prova de Redação. Após algumas mudanças pedagógicas e políticas, o ENEM se transformou, a partir de 2009, no principal meio de acesso às universidades públicas, aspecto que o torna protagonista nos exames vestibulares brasileiros, e, dentre as suas áreas, a produção textual é parte imprescindível para que o estudante logre êxito em tal avaliação.
Nesse particular, a prova de redação do ENEM solicita que o candidato escreva um texto em prosa, o qual atenda ao tipo dissertativo-argumentativo, a partir de um tema, a ser entendido como uma situação-problema, determinado por eixos temáticos de ordem social, política, científica ou cultural. Por se tratar de um texto argumentativo, o produtor deve defender uma tese, um juízo de valor acerca de um tema proposto pela banca da prova, enriquecido e fortalecido por argumentos e justificativas plausíveis dispostos estruturalmente de forma coesa e coerente, a fim de promover textualidade aos enunciados. Ademais, destaca-se, ainda, a importância do uso da modalidade escrita formal da Língua Portuguesa e, por fim, há, também, a necessidade de se elaborar uma proposta de intervenção de ordem social para a situação-problema presente na discussão do tema proposto, como no esquema abaixo:
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Apresentação do tema;
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Exposição da tese;
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Defesa da tese por meio de argumentação consistente;
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Sugestão de uma proposta de intervenção.[4]
COMPETÊNCIAS E CRITÉRIO DE CORREÇÃO
Na prova de redação do ENEM, o corretor avalia o texto por meio de análise de 05(cinco) competências as quais são uma espécie de critério de correção usado pelo MEC para aferir a nota do candidato participante. Nesse sentido, é relevante o conhecimento do aluno sobre esse recurso, uma vez que, ao se reconhecerem os critérios ou as competências, se torna mais fácil a conquista da nota máxima. A saber, o texto do aluno é corrigido por dois corretores treinados pelo MEC, podendo passar por uma terceira correção caso haja discrepância de mais de 100 pontos entre as duas primeiras correções. Para que a nota seja atribuída ao texto, as competências estão ranqueadas em 06(seis) níveis, os quais variam entre 0 e 200 pontos, podendo o texto chegar à nota máxima de 1.000(mil) pontos.
DESCRIÇÃO DAS COMPETÊNCIAS
Competência 1 - Demonstrar domínio da modalidade escrita formal da Língua Portuguesa;
Competência 2 - Compreender a proposta de redação e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o tema, dentro dos limites estruturais do texto dissertativo-argumentativo em prosa;
Competência 3 - Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações, fatos, opiniões e argumentos em defesa de um ponto de vista;
Competência 4 - Demonstrar conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação;
Competência 5 - Elaborar proposta de intervenção para o problema abordado, respeitando os direitos humanos.[4]
PROPOSTA DE REDAÇÃO ESTILO ENEM E SEUS CONSTITUINTES
A proposta de redação ENEM é organizada em três componentes bem definidos, as orientações específicas, os textos motivadores e o cabeçalho da proposta. Com isso, percebe-se a existência de comandos preestabelecidos que norteiam o candidato participante a produzir o texto, ou seja, é como se a banca elaboradora do exame ganhasse voz por meio da proposta e determinasse, mediante essas injunções, o comportamento que o elaborador do texto desempenhará. Infere-se, desse modo, que a proposta é o primeiro canal de comunicação entre a banca e o participante, sendo este passível de punição por aquela caso não seja executado o que lhe foi determinado. Para uma melhor compreensão, observe isoladamente tais componentes:
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Orientações Específicas: Embora sejam desprezadas pela maior parte dos candidatos participantes, essas orientações são comandos importantes, pois, se um desses for descumprido, haverá sanções disciplinares ao texto. Portanto, é significativa a leitura desse componente para a melhor produção do texto.
Exemplo:
INSTRUÇÕES:
- O rascunho da redação deve ser feito no espaço apropriado.
- O texto definitivo deve ser escrito, à tinta, na folha própria, em até 30 linhas.
- A redação que apresentar cópia dos textos da Proposta de Redação ou do Caderno de Questões terá o número de linhas copiadas desconsiderado para efeito de correção.
Receberá nota zero, em qualquer das situações expressas a seguir, a redação que:
- tiver até 7 (sete) linhas escritas, sendo considerada “insuficiente”.
- fugir ao tema ou que não atender ao tipo dissertativo-argumentativo.
- apresentar proposta de intervenção que desrespeite os direitos humanos.
- apresentar parte do texto deliberadamente desconectada com o tema proposto.
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Textos Motivadores: Trata-se da coletânea, composta de 3 ou 4 excertos, contextualizada à proposta e selecionada pela banca examinadora a fim de que o candidato participante leia e encontre uma espécie de “norte”, ou seja, esses textos são as informações preliminares e básicas as quais podem servir de motivação inicial para a produção da redação do participante do exame. Cada texto motivador traz consigo uma ideia a ser interpretada e usada pelo elaborador em seu projeto redativo, porém, por estarem conectados à proposta como um todo, a coletânea não pode ser copiada ou usada como argumento principal da redação, pois essa ação configura nível 2 na segunda competência. Além disso, a cópia fiel do texto motivador é condição precípua para a redação receber nota zero.
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Cabeçalho: Nessa parte, o candidato participante irá deparar com as competências, o tipo de texto exigido e o tema a ser desenvolvido, o qual geralmente vem destacado em negrito, facilitando a sua identificação. Leia e observe:
A partir da leitura dos textos motivadores seguintes e com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija um texto dissertativo-argumentativo(C2) em modalidade escrita formal da língua portuguesa(C1) sobre o tema o enfrentamento ao Aedes aegypti é dever de todos os brasileiros(C2), apresentando proposta de intervenção, que respeite os direitos humanos(C5). Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa(C4), argumentos e fatos para defesa do seu ponto de vista.(C3)
Redator profissional
Os profissionais da escrita que trabalham com redação são denominados redatores, e podem exercer diversas funções, tais como redator de textos técnicos, científicos ou comerciais; escritor de ficção, contista, cronista, ensaísta, fabulista, folclorista, poeta, trovador, letrista de música, libretista, novelista, romancista, prosador, memorialista, biógrafo, enciclopedista, glossarista; dramaturgo; roteirista/argumentista de produtos audiovisuais ou história em quadrinhos; adaptador de obras para rádio, teatro, cinema e televisão; críticode música, teatro, cinema, dança, artes plásticas, televisão, crítico literário; e ombudsman.
Segundo o Cadastro Brasileiro de Ocupações organizado pelo Ministério do Trabalho e Emprego do Brasil, esta é a descrição sumária da atividade dos redatores profissionais:
Escrevem textos literários para publicação, representação e outras formas de veiculação e para tanto criam projetos literários, pesquisando temas, elaborando esquemas preliminares. Podem buscar publicação ou encenação da obra literária bem como sua divulgação.
Técnicas de Redação _____________________________________________________________________________________________________________________
Técnica de redação é o nome que se dá à prática de escrever para a imprensa ou veículos jornalísticos. A redacção jornalística é o estilo de prosa curta, utilizado em matérias jornalísticas e boletins noticiosos publicados em jornais, revistas, rádio e televisão.
A técnica diz respeito não apenas à estrutura das frases e ao vocabulário utilizados, mas também à ordem em que as informações são apresentadas, o tom, a discurso e os interesses dos leitores. Esta estrutura é chamada de pirâmide invertida. Entre os maiores e mais respeitados jornais, franqueza e equilíbrio são fatores fundamentais na apresentação verbal da informação. As políticas editoriais determinam o não uso de adjetivos, cacofonias, repetição exaustiva do pronome relativo "que", eufemismos e jargões. Jornais com público leitor internacional, por exemplo, geralmente usam estilo de redação mais formal.
Especificamente, a redação jornalística deve ser inteligível para a maior parte dos leitores em potencial, bem como ser instigante e concisa. Dentro destes limites, matérias também pretendem ser compreensíveis ou satisfazer a curiosidade dos leitores. Os jornalistas devem antecipar as dúvidas dos leitores e respondê-las.
Linguagem
A prosa jornalística deve ser explícita e precisa, além de tentar não se basear em jargões de profissões ou comunidades específicas. Via de regra, jornalistas não usam termos incomuns quando podem usar palavras coloquiais. A construção gramatical utilizada é sujeito-verbo-predicado. Em jornalismo mais popular ou literário, é comum incluir exemplos, metáforas e anedotas, e menos generalizações e ideias abstratas. Redatores geralmente evitam repetir a mesma palavra em frases seguidas. O mais importante, no entanto, é utilizar termos "neutros", na medida do possível, que não traduzam julgamento de valor. O uso de elogios e pejorativos é visto como falta de objetividade.
Estrutura da notícia e Pirâmide invertida
Professores de redação costumam descrever a organização ou estrutura da notícia como uma "pirâmide invertida": o lado mais largo (a base) da pirâmide fica voltado para cima, pois as informações mais importantes devem vir no início do texto. Essencialmente, os jornalistas colocam na abertura da matéria os elementos mais relevantes e interessantes do fato. As demais informações seguem em ordem decrescente de importância.
O elemento estrutural mais importante de uma matéria é o seu lide ou lead (ou, até lede, uma grafia usada em inglês para evitar confusão com leading, um conceito usado em tipografia). O lide é a primeira frase — ou, em casos especiais, as duas primeiras frases. O princípio de antecipar a informação se aplica especialmente ao lide, mas a ilegibilidade de frases longas contrai o tamanho do lide. Por isso, redigir um lide é, tecnicamente, um problema de otimização, no qual o objetivo é articular o dado mais inovador ou relevante em uma única frase, de acordo com o material da apuração. É comum afirmar que a imensa maioria dos leitores lê apenas o lide de cada matéria.
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Como começar uma redação!
TÍTULO
O título não é quesito obrigatório em uma redação do ENEM (por exemplo), mas ele é fundamental para um intendimento e esclarecimento maior sobre o texto.
Ele é válido também, pois se usado corretamente, o receptor/avaliador ao ler a primeira linha positivamente, avalia-rá o resto do texto de forma apreciativa. (é aquela velha história: a primeira impressão é a que fica)
– E como escolher um título? a principal dica que podemos dar sobre isso é tentar deixar o título para o fim, depois que sua dissertação já estiver pronta. Isso ajuda pois já teremos uma ideia central do que queremos passar para o receptor da mensagem. Mas claro, isso não é regra, é apenas uma dica. Escrever o título em primeira estância também é interesse, pois já delimita o assunto que vocês irão abordar, não deixando margem para a fuga sobre o tema.
– Alguns modelos de títulos trazem mais credibilidade que outros, por isso não se deve escrever qualquer coisa. Aqui vão alguns
modelos de títulos que auxiliaram na nota 1000 do ENEM
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Capitalismo e infância: uma mistura doentia
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Consumo infantil: um problema de escala mundial
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Por todas as “Marias”: o difícil caminho para a paz doméstica
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Feminismo ou Direitos Humanos: pelo fim dos extremismos
Essa espécie de título funciona pois sintetiza o tema e o posicionamento do autor, demonstrando sapiência e foco sobre o tema abordado.
INTRODUÇÃO
Muitas pessoas têm dúvidas de como começar uma redação. Um bom jeito é sempre fazer uma contextualização do tema em questão.
Ela precisa ser objetiva e sem muita frescura. Para isso, aqui vão alguns passos de como começar uma redação:
1) O texto deve girar em torno da introdução elaborada por você. É na introdução que vamos dizer claramente o que defenderemos ao longo do texto. Assim podemos dizer, que a introdução, nada mais é do que a tese do nosso desenvolvimento.
2) Deve-se separar um espaço de 4 a 5 linhas contendo em média 2 ou 3 frases.
3) Em cada uma dessas frases é importante sintetizar o que vai acontecer em cada um dos parágrafos, preferencialmente de forma respectiva.
Vamos a um exemplo de introdução:
“O aprendizado da criança se faz em sua idade mais tenra. Para isso é importante o trabalho do desenvolvimento motor e psíquico. Brincar é um grande aliado nessa fase de sua formação.”
DESENVOLVIMENTO
Utilizando o exemplo da Introdução a cima, vamos ao desenvolvimento do texto:
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O primeiro parágrafo do desenvolvimento do texto deve ser trabalho a sombra da primeira frase da introdução:
“O desenvolvimento da criança se faz em sua idade mais tenra”. Como esse desenvolvimento se faz?; Porque a criança se desenvolve nesse estágio?; etc… -
O segundo, por sua vez, deve trazer os motivos pelos quais o desenvolvimento motor e psíquico ajudam nessa fase de vivências da criança e como eles podem ser trabalhados.
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Seguindo essa lógica, o ultimo parágrafo do desenvolvimento seria em torno da importância do brincar, na educação infantil.
Se você cuidar para que cada frase da introdução seja explorada em um parágrafo, seu texto terá uma estrutura bem lógica e organizada.
Essa organização textual, é um critério que garante pontos positivos em sua estrutura, pois trás harmonia entre os pontos do texto.
A missão do desenvolvimento é provar ao leitor o nosso ponto de vista. Para isso devemos usar e abusar de argumentos:
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Utilize o conhecimento de outras áreas para auxiliar no desenvolvimento de sua dissertação
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Citações são de grande valia. Se você achar interessante colocar o trecho daquela música, ou aquele poema daquele autor, ou até mesmo a citação do seu filme preferido, não se prive. Claro, desde que tenha o intuito de agregar ao texto positivamente.
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NÃO PERCA O FOCO. Mantenha a mesma linha de raciocínio e não se perca em meio a muitos assuntos. Decida sobre o que vocês quer falar, passe para o rescunho e o faça.
10 temas que são as apostas (profa Tatiana Nunes ) para a redação do Enem 2017:
Justiça e violência: é um tema que exige cuidado por parte do participante, já que muitos acabam colocando opiniões pessoais e desrespeitando os Direitos Humanos, o que tira nota da redação. O assunto aborda o limite entre o "fazer justiça" e agir com violência. É preciso argumentar sobre as posturas sociais, os conceitos de ética na vida em sociedade e o respeito ao próximo.
Discurso de ódio na internet, o olhar preconceituoso e manifestações virtuais: a proposta aborda as manifestações que geram agressões, que excluem alguns segmentos sociais, assim como as visões radicais de alguns grupos ou pessoas em relação aos assuntos polêmicos; as divergências de opinião; discussões ligadas à liberdade de expressão e o medo e a exposição nas redes sociais.
A liberdade de expressão e o humor: a temática traz o questionamento sobre a linha tênue entre o humor e a liberdade de expressão e a necessidade da construção de um conceito de respeito, tendo como objetivo evitar ações violentas.
A tecnologia e a infância: o assunto trabalha a exposição excessiva e precoce de crianças às tecnologias atuais. Possíveis abordagens envolvem o papel do videogame (seus benefícios e malefícios); a insegurança dos pais em relação à utilização dos meios tecnológicos por parte de seus filhos e os limites entre o entretenimento e o vício. A relação das crianças com a tecnologia é algo que rende discussões
Ansiedade, depressão e suicídio: levando em consideração o cenário de doenças como ansiedade e depressão, além dos dados alarmantes sobre o suicídio entre jovens brasileiros, o tema pode explorar as causas e consequências que levam um adolescente a colocar fim em sua vida.
A nova constituição familiar no Brasil: tema polêmico e presente na sociedade atual, as novas formações familiares rendem discussões. Podem ser abordados os aspectos que envolvem os gêneros, a mudança dos núcleos familiares e os papeis de cada membro, além do conceito do que é família.
Tratar as novas configurações famíliares com respeito é importante para a sociedade
A nova onda dos "sem-filhos" (childfree): tem crescido o número de pessoas que optam por não ter filhos, assim como a existência de locais que não permitem a entrada de crianças. Com isso, a temática é polêmica e gera reflexão sobre a importância do respeito nos diferentes espaços; o papel dos pais e responsáveis na criação das crianças para uma boa convivência social e os questionamentos sobre os motivos que levam alguém à decisão de não ter filhos.
Violência dentro dos muros da escola: os episódios recentes de agressão de alunos contra professores levantam a discussão sobre o retrato da educação brasileira. Aqui são abordadas questões como a exposição e vulnerabilidade do educador; os limites dados pelos pais na educação do estudante; as ações governamentais em relação ao assunto e o Estatuto da Criança e do Adolescente.
Movimentações artísticas nas ruas: no início deste ano a prefeitura de São Paulo apareceu na mídia devido aos grafites que foram apagados. O tema levanta a questão arte x vandalismo (pichação x grafite). O participante deve argumentar sobre as formas de expressões artísticas e a o papel da Arte como ferramenta de inclusão social.
O que é Arte? Essa é uma discussão presente na mídia e nas redes sociais
Corrupção na sociedade e suas diversas formas de manifestação: uma abordagem do famoso "Jeitinho brasileiro". O tema levanta a discussão sobre as pesquenas corrupções do cotidiano e a respeito dos conceitos de ética e moral na sociedade brasileira contemporânea.
Redação no Enem 2016: Cartilha do Participante
O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) publicou um manual denonimado "Redação no Enem 2016: Cartilha do Participante". O arquivo esclarece a metodologia adotada na correção dos textos, as cinco competências cobradas pelo órgão e motivos que podem resultar em nota zero no Exame Nacional do Ensino Médio.
O órgão traz para o estudante a explicação do que é o conceito de Direitos Humanos, preceito cobrado nas redações do Enem. Os temas apresentados no exame sempre se baseiam em assuntos relacionados ao respeito aos direitos do cidadão, não admitindo apologia ao crime ou incitação a violência nas propostas de intervenção.
Estrutura da Redação
A redação do Enem é uma prosa em tom dissertativo-argumentativo, baseado em um tema de ordem social, científica, cultural ou política. A nota da redação varia de zero a mil.
O texto precisa ter entre sete e 30 linhas e o título não é obrigatório. O Inep fornece um trecho textual de apoio para a construção da redação. Um ponto que difere o Enem de outros exames é a exigência da "Proposta de Intervenção", ou seja, a solução para o problema apresentado, que representa 20% da nota da dissertação. Para solucionar o desafio, o estudante deve se basear no respeito aos Direitos Humanos.
O desrespeito aos Direitos Humanos, a entrega da folha-resposta em branco, textos sem coesão ou coerência, linguagem que foge da normal culta e presença de outros itens não autorizados pelo Inep (como desenhos), são fatores que resultam na nota zero na redação.
Desrespeito aos Direitos Humanos
O Inep transcreveu no Manual textos que mostram desrespeito aos Direitos Humanos. O objetivo é que a atitude de tais alunos sirva de exemplo para que o erro não seja cometido novamente.
Justiça com as próprias mãos, insultos de gênero, morte como solução, agressão verbal, perpetuação de preconceitos e outras formas de violência estão entre os erros mais graves dos estudantes.
Competências
O Inep exige cinco competências para a correção da redação:
- Domínio da linguagem escrita formal;
- Compreensão da proposta da redação e aplicação dos conceitos de diferentes áreas no desenvolvimento do tema, obedecendo os limites estruturais do texto dissertativo-argumentativo;
- Capacidade de seleção, organização, relacionamento e interpretação das informações, assim como argumentos de defesa do ponto de vista;
- Domínio dos mecanismos linguísticos necessários para se construir a argumentação;
- Elaboração da proposta de intervenção para o problema abordado, respeitando os Direitos Humanos.
Cada competência pode ter nota de zero a 200. A correção é feita por dois corretores, mas caso haja desacordo nas observações, uma terceira pessoa corrige a redação.